sábado, 14 de setembro de 2013

...Sim ao amor....

Trabalho fotografico de Jan Saudek*

"Lembro minha submissão absoluta. Não ao homem. Ao amor."

*Patrícia Rehder Galvão. ( Pagú)*
Pintura de  Otto Theodore Gustav Lingner*

Nos olhos dela habitava a bondade. Um doce sorriso embalava-lhe os lábios,
e a face transparecia a tranquilidade interior de quem não fora punida
pelo despeito nem agredida pelo ressentimento.
Era ainda nova: vivia na linha de sombra que tenuemente divide a idade das pessoas,
entre maduras e velhas. De onde viera? Que idade tinha? Ninguém sabia.
Por vezes, pintava os lábios murchos. Por vezes, exibia largos decotes e mangas cavadas,
eis o traço lascivo dos seios, eis os braços roliços, opulentos e sensuais.
Era alta, quase imponente; porém, quando subia a rua íngreme, parecia alada,
os pés quase não tocavam no chão.

*Baptista-Bastos*

“Nada mais efêmero em nosso mundo, nada de mais precário que esta forma de conquista conferida pelo renome. Nada ocorre com tanta rapidez e facilidade do que o esquecimento”.

Hannah Arendt*

sexta-feira, 6 de setembro de 2013


...tu, foste como um dia de folga entre dois compromissos adiados, e é a lembrança dessa felicidade que me ilumina as palavras.Não digo que te amei por ter possuído o teu corpo, mas sim por ter roçado a tua alma, se pudesse estar apenas perto de ti, a ouvir a tua voz, a demorar o meu olhar sobre o teu, ter-te-ia amado na mesma...fiquei preso no que está para lá do visível; enredado entre as folhas da tua verdadeira essência.

Possidónio Cachapa - In Segura-te ao meu peito em chamas"

*Trabalho do do pintor holandês Kenne Gregoire*



Não há razão alguma para que toda a existência humana se construa segundo certo modelo ou um número limitado de modelos. Se alguém possui uma quantidade tolerável de senso comum e experiência, seu modo próprio de dispor de sua existência é o melhor, não porque seja em si mesmo o melhor, mas porque é o seu modo próprio.

John Stuart Mill, in "A Liberdade/Utilitarismo "

*Arte de Sergio Garval*

"O poeta referindo-se à sua própria cegueira."

...Esta penumbra é lenta e não dói; flui por um manso declive e é parecida com a eternidade... *Jorge Luis Borges, in O Elogio da Sombra* *JORGE LUIS BORGES: SICILIA 1984. FOTO DI FERDINANDO SCIANNA

quarta-feira, 13 de junho de 2012

Há uma fina linha entre genialidade e loucura. Eu apaguei essa linha.

* Oscar Levant*

Arte de Stasys Eidrigevicius*


A pior das loucuras é, sem dúvida, pretender ser sensato num mundo de doidos...

*Erasmo de Roterdam*