domingo, 5 de junho de 2011

Dialogo...

Minhas palavras são a metade de um diálogo
obscuro continuando através de séculos impossíveis.


Agora compreendo o sentido e a ressonância
que também trazes de tão longe em tua voz.


Nossas perguntas e resposta se reconhecem
como os olhos dentro dos espelhos.


Olhos que choraram. Conversamos dos dois extremos da noite,
como de praias opostas. Mas com uma voz que não se importa...


E um mar de estrelas se balança entre o meu pensamento e o teu.
Mas um mar sem viagens.


Cecilia Meireles*

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