sexta-feira, 22 de julho de 2011

Em mil anos, em milhares de existências de eras perdidas, todos os sonhos dormitam no coração. Ao longe, chama a corça dourada. O vento encosta suas mãos invisíveis no tenro bambu. Todos estão aqui. Agora é o momento de toda a correnteza. Perco-me nas órbitas celestes, nas músicas angelicais, na doçura do teu olhar. Em mil anos, em eras remotas, andamos lado a lado por todos estes campos. Este é o poema sem nome e sem forma. É a vida como vida mesmo. Quem tem olhos, verá. Quem tem ouvido, ouvirá. Minhas reais palavras não estão aqui.

*Sam Bodhanam - Poema sem nome*

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