As vezes o amor permanece nas manhãs
No suor dos lençóis enroscados
No cheiro humano dos travesseiros
Nas roupas atiradas em célebres atos...
As vezes o amor permanece nas noites
No trêmulo lençol angustiante
No vazio humano por todos os lados
Na saudade presente do ausente abraço...
As vezes o amor é impermanente mesmo junto à pele
Mas você mesmo junto à lonjura comigo permanece
Desde o primeiro raio de sol a luzir o meu desejo
Até o último brilho das estrelas a pingar o meu degelo
As vezes minha cabeça me enlouquece com tanta fantasia
As vezes minha fantasia encabeça minha loucura
Quero pousar no seu jardim como um corvo-marinho
Quero lamber sua nuca e afundar meu rosto no seu cabelo de linho...
A solidez do amor é permanente em qualquer solidão
A loucura do amor também....
Lord Absinto - meu poeta amado*


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